
Kristen Stewart está em negociações para estrelar em Underwater, um suspense e aventura da Twentieth Century Fox que está sendo produzido por Chernin Entertainment.
Will Eubank, que co-escreveu e dirigiu a ficção científica The Signal, está dirigindo.
Underwater foca em uma equipe científica subaquática que, após enfrentar um terremoto, são forçados a ir em jornadas perigosas para sobreviver. A história foi descrita como Armageddon em baixo d’água.
Se o negócio fechar, Stewart irá interpretar a personagem principal, uma mulher cansada e endurecida que faz parte do grupo. A produção está visando um começo em março, em New Orleans.
Stewart será Nora, uma mulher forte e corajosa que é um pouco mais cansada e endurecida do que os outros membros da equipe e acaba em um relacionamento com outro membro do grupo.
O Brasil pode ter sido a sede de uma sofisticada civilização pré-colombiana, jamais devidamente estudada por exploradores. Essa era a crença do coronel britânico Percy Fawcett, arqueólogo que veio várias vezes à América do Sul, no início do século 20, onde, como uma Indiana Jones da Amazônia, enfrentou toda sorte de desafio na selva – até desaparecer nela, nos anos 1920. A história de Percy é agora narrada em The Lost City of Z, longa exibido no Festival de Berlim fora de competição, mas muito bem recebido pela crítica.
Dirigido por James Gray, o filme revisita esse personagem relativamente pouco conhecido, e que só agora protagoniza uma grande produção no cinema – muito embora, há quem diga que o herói imortalizado por Harrison Ford nos longas de Steven Spielberg possa ter sua gênese no espírito aventureiro de Fawcett.
Borracha e fronteiras
O filme começa em 1905, quando Fawcett é chamado pela Royal Geographical Society de Londres para ajudar a demarcar a fronteira entre Bolívia e Brasil – o local era de altíssimo conflito, já que disputado por diversos grupos interessados na extração do látex fornecido por seringueiras da região. Fawcett abandona temporariamente a mulher e os filhos e parte para a floresta.
Em meio a confrontos com indígenas arredios, rios repletos de piranhas sanguinárias, a fome e o tédio no meio da mata, o explorador encontra indícios materiais de uma civilização jamais conhecida. Descobri-la – e sua cidade-sede, que ele chama de Z – torna-se sua obsessão a partir dali, até sua morte, já na década de 1920, depois de desaparecer na mata (possivelmente em algum local de onde hoje é o Mato Grosso).
Não existe consenso no 67º Festival de Berlim acerca de Z - A Cidade Perdida, filme de imersão do diretor James Gray na selva amazônica, para narrar as expedições sul-americanas do coronel Percy Fawcett: embora tenha lotado todas as suas exibições, como nenhum outro dos quase 400 filmes do evento, o longa-metragem estrelado por Charlie Hunnam é visto como obra-prima por alguns e como um desastre por outros. Produtor do filme, Brad Pitt não compareceu ao encontro da equipe de Gray com a imprensa, numa coletiva na qual o realizador de cults como Amantes (2008) foi posto na parede acerca de seu maior investimento no intimismo do que na exploração da imensidão florestal da Amazônia.
“Esta é a história de um homem deslocado, sobre quem questões de classe social eram um peso capaz de tolher seus desejos de explorar uma realidade muito distante da que vivia na Inglaterra. Quase a metade do filme corresponde às suas incursões pela selva, mas eu não podia abordar sua jornada apenas pelo aspecto aventureiro, pois poderia desperdiçar o que mais me interessava: o fardo cultural que o oprimia. Não queria fazer um filme antropológico, nem só uma ida à floresta”, explicou Gray em resposta ao Omelete. “Houve a oferta de filmarmos na Ásia e até na Austrália, mas eu precisava estar perto das civilizações amazônicas que a história de Fawcett aborda. Filmamos na região da Colômbia, usando quatro diferentes tribos locais. E a melhor maneira de poder dirigir esses índios não era enchê-los de instruções e sim deixá-los livres e fazer a câmera captar seus gestos”.
Ninguém entendeu por que Z - A Cidade Perdida não está concorrendo ao Urso de Ouro. Se estivesse em concurso, o projeto, anunciado inicialmente em 2009, teria tudo para sair daqui com o prêmio de melhor ator, para Hunnam, pela composição visceral de Fawcett como um herói indigenista, incomodado com a burocracia e com os ranços imperialistas da Sociedade Real de Geógrafos do Reino Unido. A fotografia de Darius Khondji também poderia ser laureada com o prêmio de contribuição artística pelas sequências – de tirar o fôlego – em que o filme retrata a passagem de Fawcett pela I Guerra Mundial, em trincheiras esfumaçadas de gás venenoso.