Nova Foto do Robert Para a Trilha Sonora de Good Time + Áudio da Primeira Música da Soundtrack!
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A história real de um homem obstinado, que não abriu mão de suas convicções mesmo diante das maiores adversidades, é um belo exercício de cinema de um realizador austero e competente ao extremo.
James Gray é um diretor ímpar. Seja pela pouca fama que ostenta diante do grande publico, seja pelo pequeno – e apaixonado – séquito seleto de fãs que o acompanham, ele é um notório esquadrinhador do novo. Não que ele se refugie em truques narrativos ou mesmo em formatos extraordinários de vanguarda para demonstrar essa jovialidade profissional. O diretor, que mantém um estilo direto e econômico, utiliza-se quase sempre de ferramentas simples que alguns abominam e outros usam com desdém, transformando histórias despretensiosas em verdadeiras obras de arte. Em Z – A Cidade Perdida, Gray se apropria pela primeira vez de uma narrativa célebre – que automaticamente o coloca como o projeto mais arriscado de sua carreira – e ainda assim consegue manter-se coerente em seus princípios cinematográficos.
Uma característica marcante do profissional, perseguidor unilateral de todos os protagonistas de suas obras, é a expectativa. Se no belo Amantes a espera é pelo amor perfeito, e no triste “Era Uma Vez em Nova York” é por liberdade, em Z, a busca do personagem da vida real é pela glória e reconhecimento. O longa conta a história, baseada em fatos reais, de Percy Fawcet, um oficial do exército britânico que, apesar da alta patente, carrega uma mancha em seu nome, fruto de erros cometidos por seu pai no passado. Desgostoso com sua situação pessoal e familiar, Fawcet aceitou fazer parte de uma comitiva exploratória que tinha o objetivo de arbitrar e demarcar as fronteiras entre o Brasil e a Bolívia na Floresta Amazônica durante os anos 1900. Com a intenção clara de se impor no cenário aristocrático do início do século 20, e de olho em uma condecoração que o elevaria socialmente perante seus iguais, o militar embrenha-se na mata e espiritualmente – no sentido metafórico, não no religioso – nunca mais sai de lá. Mesmo quando volta à terra natal, após cumprir sua missão, Percy se apega à crença de uma civilização perdida no meio da selva, desacreditada por quase todos, e imbui o resto de sua vida nessa busca, importando-se muito pouco com as perdas do caminho.
É bom vê-lo aqui, como você está?
Eu estou bem e você?
Eu estou bem, obrigado. Esta é a quarta vez que você vem aqui em Cannes, pela terceira vez com um filme em competição. Você é competitivo?
Este é o segundo, que eu tive em competição! Ah, não, três! Oops! Eu amo todos os aspectos de Cannes, mas eu realmente queria competir. É emocionante. Especialmente por este último, um filme tão íntimo. É um filme estranho e único em muitos aspectos e vendo que ele está sendo apreciado é incrível.
É um enorme mercado para um filme, este pode ser um grande pontapé inicial. Há muita atenção em torno do filme, mas também atraem muita atenção quando você anda no tapete vermelho. Como você lida com isso em um festival tão grande como este?
Com terror. Eu digo "Estou ficando velho, tenho rugas, preciso de Botox." É sempre divertido. Felizmente, a experiência que tive com os filmes que eu fiz e que foram apresentados aqui, eu realmente gostei de tudo. Seria estranho andar no tapete vermelho e você odiá-lo. Eu me sinto terrível.
Neste filme você recebeu várias críticas, as melhores avaliações de sua carreira. Onde você gostaria de mostrar o seu trabalho a partir daqui, em qual direção você levaria a sua carreira a partir deste ponto?
Quando aceitei o papel, eu disse que faria tudo o que eles me pedissem para fazer, ao nível de ator, e para mim eles "exploraram" plenamente. Eu também tenho o próximo filme para tomar decisões mais precisas sobre minha carreira, mas no momento estou muito feliz e satisfeito.
Todos os seus papéis foram muito convincentes e críveis, qual foi o processo de preparação para o último? Como você trabalhou no sotaque, Robert?
O roteiro, de fato, foi personificado e incorporado várias vezes antes de chegar ao resultado interpretativo final. Tanto tempo foi gasto, que nenhum dos scripts ficou forçado. Mesmo a presença de fotógrafos e paparazzi no set também ajudou porque quase todos estavam tentando desaparecer e não ser reconhecidos e isso foi aplicado na interpretação do meu personagem. Mesmo que a maquiagem tenha sido um fator determinante nisso: quando estávamos filmando na rua ou no metrô não estava sendo reconhecido, mesmo com a câmera a poucos metros de mim.
Robert tem alguma coisa sobre seu personagem que você se identifica?
Eu não sei, além do fato de que é muito louco? (Risos) A loucura?
Robert, você queria trabalhar com Josh e Benny, o que você gostou dos filmes deles?
É enérgico, autêntico, selvagem e quase incontrolável. Eu não sei, eu realmente gostei; então eu conheci-os e ele sempre me ajudaram muito. Assim que obtive o roteiro, percebi que era um dos melhores que eu já tinha lido. Desde o início, eu estava envolvido.
Herança, idealismo, família e destino. O entrelaço entre tantas forças diferentes é a força-motriz que se centra no coração do major Percy Fawcett (Charlie Hunnam), figura real e histórica que ganha uma espécie de cinebiografia com Z: A Cidade Perdida. Com uma trama fundamentada na complexidade do personagem central, o filme mostra fôlego impressionante na mão do sempre irretocável James Gray (Os Donos da Noite/2007; Era uma Vez em Nova York/2013). O resultado é um épico ambicioso no centro da Amazônia que é, ao mesmo tempo, um longa metragem sobre a forma como o destino se instala no coração daqueles que ousam persegui-lo.
Filho de uma família tradicional, mas com nome sujo pelas ações do pai, Percy é alguém que sonha em dar uma vida mais confortável à esposa, Nina (Sienna Miller). Em busca de condecorações que rendam uma promoção acima do nível de major, ele aceita viajar para a divisa entre Bolívia e Brasil e explorar o rio Verde para realizar um estudo topográfico. Após percalços que incluem insetos, doenças, cobras, onças e índios “selvagens”, Percy acaba descobrindo sinais de uma civilização ancestral no coração da Amazônia e acaba dominado por uma ideia-fixa.

Decidido a deixar seus tempos de vampiro de lado e vestir a camisa do cinema indie, nos EUA e fora dele, o inglês Robert Pattinson, o Edward de A Saga Crepúsculo, causou sensação no Festival de Cannes, encerrado no domingo, no papel de um ladrão classe B em Good Time, que arrancou dele elogios em múltiplas línguas. Mas antes disso, em fevereiro, ele desconsertou o Festival de Berlim, na capital alemã, ao aparecer com uma barba desgrenhada e volumosa, nas selvas amazônica, como coadjuvante de luxo em Z: A Cidade Perdida, que chega nesta quinta-feira ao Brasil com status de cult. Despido de seu semblante de galã, ele aposta na amargura para viver o explorador Henry Costin, o aliado nº1 do herói do aclamado filme de James Gray: o coronel Percy Fawcett, vivido por Charlie Hunnam.
"Uma vez, na época de Crepúsculo, fomos fazer a promoção de um dos filmes em um estádio lotado e, quando percebi, estava rodeado por 15 mil pessoas de pé, a aplaudir a gente como se fôssemos os Beatles ou a seleção nacional de futebol. Aquilo foi uma manifestação de carinho, mas me assustou. Hoje, os filmes que eu busco fazer já não lotam estádios... Mas as pessoas me olham no olho e enxergam a minha arte", disse Pattinson em entrevista ao Omelete, em Cannes, ciente da estreia em solo brasileiro da aventura pilotada por Gray, realizador cultuado por filmes intimistas como Fuga Para Odessa (1994) e Amantes (2008).
Sob a direção dele, Pattinson faz de Costin uma testemunha para o expansionismo (e a loucura) de Fawcett em seu sonho de encontrar o Eldorado (ou Z), uma terra de ouro maciço que perpassa várias mitologias latinas. Produzido por Brad Pitt com base em um orçamento de US$ 30 milhões, Z: A Cidade Perdida esgotou ingressos em todas as suas sessões na Berlinale e angariou um boca a boca caloroso em circuito americano, onde já faturou cerca de US$ 10 milhões.



Mais de 30 críticos votaram seus filmes e performances favoritas da programação deste ano. Os resultados foram visivelmente diferentes dos prêmios entregues pelo júri deste ano.

O Festival de Cinema de Cannes de 2017 terminou e os prêmios foram entregues, mas muitos críticos que participaram da 70ª edição sentiram que o melhor filme não estava em competição. The Florida Project, de Sean Baker, o vibrante retrato de uma menina de seis anos de idade e sua mãe solteira morando em um motel econômico nos arredores da Disney World, encabeçou a pesquisa anual de críticas da IndieWire sobre os melhores filmes e performances de Cannes.
[..] Enquanto isso, Robert Pattinson foi considerado um favorito para o prêmio de melhor ator em Cannes, deste ano, depois de gerar zumbidos por uma interpretação graciosa de um ladrão, morador do Queens, que tenta salvar seu irmão da cadeia em Good Time, estréia de Joshua e Ben Safdie na competição. Os jurados de Cannes, em vez disso, deram o prêmio a Joaquin Phoenix, entretanto a maioria dos críticos que votaram na pesquisa da IndieWire se sentiram diferente, e Pattinson ganhou o melhor ator na maioria dos votos.
Clique aqui para ver a lista completa de finalistas em todas as categorias.





Na quarta-feira, eu tomei um café expresso com Robert Pattinson em uma cobertura com vista para o Mediterrâneo.
Esse é o tipo de frase absurda que um crítico, por vezes, encontra-se escrevendo no Festival de Cinema de Cannes, onde o novo filme do Sr. Pattinson, Good Time, está em competição. Na manhã seguinte, o filme abalou fortemente um apático evento que foi recheado com quase acidentes e lançamentos que tendem a pregar ou punir os espectadores, muitas vezes ambos. "Good Time", pelo contrário, é um prazer cinematográfico puro, muitas vezes engraçado, às vezes uma corrida chocante dentro do abismo, que levou o Sr. Pattinson a ter muito amor aqui, senão prêmios críticos.
Pattinson interpreta Constantine Nikas, a.k.a. Connie, um malvado inepto que, durante uma terrível aventura em New York, deixa ruína e corpos caídos em seu rastro. Dirigido pelos irmãos Josh e Benny Safdie, Good Time é excitante, energético e concentrado Não vende uma mensagem ou redenção, mas em vez disso, prende em um esquecimento narcisista que empurra a história em uma espiral cada vez mais descendente, cada vez mais profunda. Com erros se transformando em catástrofes, Connie cresce cada vez mais feroz, tornando-se um personagem que é uma tentativa bilicamente engraçada para o triunfalismo americano que permeia filmes de super-heróis e independentes e insiste que o sucesso não é apenas inevitável, mas também um direito de nascença.
Good Time é parte de uma fascinante correção de curso realizada pelo Sr. Pattinson, que nos últimos anos tem aparecido e desaparecido no cinema de arte com títulos como "The Childhood of a Leader" e "The Lost City of Z". Embora ele tenha alçado a fama em um blockbuster, interpretando um personagem condenado da franquia Harry Potter, ele se tornou um nome global no papel de Edward Cullen, o galã vampiro pálido da série Crepúsculo. Essa fama tornou-se frenética quando o Pattinson e sua co-estrela Kristen Stewart começaram um relacionamento amoroso que rapidamente se transformou em alimento para o moedor de publicidade e foi quase inevitavelmente envolvido na marca e na saga Crepúsculo.

A proposta de Good Time, dirigido pelos irmãos Joshua e Ben Safdie, é algo que fica claro já em seus créditos iniciais, que, grafados em neon, acompanhados por uma música eletrônica e trazendo informações sobre copyright sob o título, apontam uma abordagem estética que agregará elementos das décadas de 70 e 80 para contar a história de Connie Nikas (Robert Pattinson), um rapaz que, determinado a conseguir dinheiro para se mudar com o irmão Nick (Ben Safdie) para um lugar no qual este escape da brutalidade da avó, decide levá-lo em um assalto a banco que logo começa a dar errado.
Fotografado por Sean Price Williams com uma paleta cujas cores parecem ter sido filtradas por luzes fluorescentes que tiram sua vitalidade e diminuem consideravelmente o contraste, o filme tem uma estética calculadamente crua que reflete com propriedade o universo do protagonista, que, mesmo criminoso e capaz de violência, projeta um ar de inocência e doçura que, somado às decisões impulsivas e estúpidas que frequentemente toma, resulta num protagonista surpreendentemente complexo para uma obra que tem mais pretensões de funcionar como exercício de estilo do que como estudo de personagem.
Parte do mérito por isso cabe a Robert Pattinson, que, além de trazer suavidade a uma figura tão bruta, mantém as boas intenções de Connie sempre palpáveis sob seu desespero e suas explosões – e é curioso perceber como somos simultaneamente convencidos de que ele não faria mal às pessoas que cruzam seu caminho, mas também de que talvez fosse melhor não testar esta suposição. Igualmente instrumental para a eficácia da narrativa é a performance do co- diretor Ben Safdie, que, como Nick, convence o público da deficiência do jovem sem apelar para caricaturas (sua composição é tão boa, devo dizer, que me vi compelido a pesquisar se ele realmente tinha alguma limitação cognitiva). Aliás, Jennifer Jason Leigh alcança um efeito similar com sua personagem, que, com apenas poucos minutos de tela, deixa uma forte e triste impressão de uma mulher frágil psicológica e emocionalmente. Fechando o elenco principal, Barkhad Abdi, uma revelação em Capitão Phillips, aparece como prova viva das dificuldades enfrentadas por minorias para conseguir papéis relevantes no Cinema.



















